A cantora, compositora e multi-instrumentista Juvi Chagas lançou dois álbuns simultaneamente pela gravadora Deck, Café Passado e Café Futuro. Os discos olham para o amor, os términos e os futuros imaginados por perspectivas diferentes, e vêm depois de O Sonho da Lagosta, lançado pela artista de forma independente no início do ano.
Café Passado foi antecipado pelo single “a ridícula ideia de nunca mais te ver” e aposta em uma sonoridade lo-fi, com a trilha da série Twin Peaks, de David Lynch, como referência estética. O disco revisita a maneira como Juvi imaginava o futuro no passado e confronta aquelas expectativas com o que de fato aconteceu.
Já Café Futuro foi apresentado por “comum entre os santos”, com participação de Cyro Sampaio, da banda Menores Atos. O álbum se volta para as tensões do presente e para o que ainda está por vir, com uma sonoridade marcada pela psicodelia latina, discutindo a urgência de criar conexões e o distanciamento dos relacionamentos na era das redes sociais.
A guitarra funciona como espinha dorsal dos dois trabalhos, que atravessam jazz, fusion, rock latino e psicodelia. Entre as referências do repertório estão Fito Páez, Os Mutantes, Mike Stern e Sonic Youth. Juvi também assumiu beats, sintetizadores, guitarra, baixo, mixagem e masterização.
Além de Cyro Sampaio, os álbuns têm o rapper Dragão Crioulo na faixa “segue o baile” e Pai Guga em “eu sempre estrago tudo no final”, que acrescenta influências caribenhas e jamaicanas ao disco.
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